Quando o amor acaba...

Foto: Reprodução

Certa vez, uma paciente desesperada fez uma consulta a mim sobre o seu relacionamento. A mensagem dizia o seguinte?

Dr. Ed, estou passando por um problema sério depois de vinte e um anos de casada percebi que tudo o que sentia por ele acabou. Vai fazer um ano que não temos mais nenhuma prática sexual só o que nos torna um casal é o fato de vivermos debaixo do mesmo teto, dividirmos as contas, criarmos os nossos filhos e de resto ele é para mim um completo estranho, a sua presença não me diz nada e para falar a verdade este homem que um dia eu tanto amei agora me dá nojo. O que eu faço Dr. Ed? Por favor, me ajuda...

Esta história que me foi enviada no programa de rádio “Amor sem fim” da princesa FM, no qual sou psicanalista consultor das enquetes dos ouvintes. Ela retrata de forma fiel à nova conjuntura familiar em nossa sociedade onde mostra que muitos vivem de aparência e apenas para fins sociais. Analisando a pergunta da ouvinte sobre o que ela deve fazer, penso também no que a levou a essa situação? O que fazer quando o amor acaba e porque ele acaba?

O amor acaba quando cada um começa a pensar a sua vida de maneira solitária, quando a indiferença fere o silêncio dos gritos que antes foram tão frequentes, quando soltam as mãos para trilharem de forma uníssona por seus caminhos, quando acaba a admiração e se é invadido por nostalgia, medo e solidão ainda que o outro esteja bem ao seu lado.

Para evitar que este tipo de crise se instaure em sua relação é preciso adotar algumas medidas dentre elas: a cada cinco anos parar tudo e recomeçar novamente se for o caso, estabelecer uma comunicação livre para que o outro possa falar, agir e pensar com naturalidade e principalmente evitar a ideia do amor limitado, pois este exige a posse do ser amado ao invés de torná-lo maduro e, portanto livre para amar.

Aos que já estão passando por esta situação é preciso que haja uma palavra que pode salvar o que resta de dignidade na relação: HONESTIDADE! Quando se é honesto consigo mesmo e com o outro você está pronto para não se proporcionar determinadas dores nem tão pouco oferecer dores a ninguém.

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